O que está por trás do fechamento de tantos restaurantes em Portugal e como estruturar um negócio mais resiliente.

Uma análise prática dos três pilares que sustentam

restaurantes saudáveis, mesmo em cenários de crise.

Dados da AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) revelaram que mais de mil restaurantes encerraram atividades em Portugal no último ano.

O dado impressiona, mas não surpreende quem acompanha o setor de perto. No meu trabalho diário com restaurantes portugueses, tenho observado padrões de gestão que ajudam a explicar por que tantos negócios não conseguem se sustentar no médio prazo.

Inflação, arrendamento e a pressão sobre

a gestão dos restaurantes em Portugal

Dois fatores externos têm pesado de forma decisiva na sustentabilidade dos restaurantes em Portugal: a inflação que atinge diretamente o custo dos ingredientes e o aumento contínuo dos valores de arrendamento. São variáveis que fogem ao controlo direto do empreendedor. Não é possível decidir o preço dos insumos nem regular o mercado imobiliário.

O que está ao alcance da gestão, no entanto, é a forma como o negócio se organiza para enfrentar esse cenário. Planeamento rigoroso de food cost, organização financeira eficiente e um trabalho estratégico de marketing deixam de ser diferenciais e passam a ser condições básicas de sobrevivência.

Quando esses três pilares não estão bem estruturados, qualquer oscilação externa torna-se suficiente para desequilibrar o negócio. Quando estão, criam margem de adaptação, fôlego financeiro e capacidade de resposta.

O que tenho constatado ao iniciar trabalhos de reestruturação e reorganização de restaurantes aqui em Portugal é uma falha recorrente justamente nos três pilares que sustentam qualquer operação saudável. Quando um deles é negligenciado, o resultado aparece rápido no caixa, e quase sempre da pior forma.

A seguir, explico esses pilares e aponto os caminhos mais eficientes para fortalecê-los.

1. CONTROLE MÁXIMO DO FOOD COST

Em um cenário de inflação e aumento constante no custo dos insumos, o controle do food cost deixa de ser uma boa prática e passa a ser uma questão de sobrevivência.

O que ainda vejo com frequência são empreendedores subestimando esse fator decisivo, tratando-o como algo secundário, quando na verdade ele define a rentabilidade do negócio.

Para manter um food cost saudável, algumas ações são inegociáveis:

  • Fichas técnicas bem construídas, padronizadas e sempre atualizadas;

  • Precificação precisa, equilibrando custo real, preço ao consumidor e margem de lucro;

  • Diversificação de fornecedores e listas comparativas revisadas mensalmente.

Este não é um trabalho pontual. É uma disciplina contínua, com rotinas diárias, semanais e mensais. Perder o controle aqui é abrir mão do próprio resultado.

2. ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA RIGOROSA

A ausência de controle financeiro e o desconhecimento dos números essenciais levam qualquer restaurante ao colapso. E isso costuma acontecer mais rápido do que o empreendedor imagina.

Em muitas consultorias que realizo em Portugal, ao mergulhar nas contas, encontro negócios operando sem qualquer visibilidade financeira. É como dirigir no escuro, esperando não bater.

Uma gestão financeira minimamente saudável exige:

  • Demonstração de Resultados (DRE) mensal rigorosamente executada;

  • Cálculo e análise mensal do Food Cost;

  • Cálculo e análise mensal do Prime Cost;

  • Cálculo e análise mensal da Margem de Contribuição;

  • Análise trimestral das vendas e margens individuais de cada item do cardápio;

  • Engenharia de cardápio a cada seis meses.

Sem esses dados, não existe gestão. Existe apenas intuição. E intuição não paga contas.

3. ACREDITAR NA FORÇA DO MARKETING DIGITAL E DAS REDES SOCIAIS

Ainda percebo um ceticismo significativo por parte de muitos empreendedores portugueses quando o assunto é marketing digital. Especialmente nos negócios mais tradicionais, há resistência, desconfiança e adiamento constante desse investimento.

A nova geração de chefs e restaurantes mais conectados já entendeu. Mas, na média, o mercado ainda reluta.

A realidade é simples e objetiva: redes sociais hoje são essenciais para o sucesso de um restaurante. Não como vaidade, mas como ferramenta de venda e posicionamento.

Para que o marketing digital funcione de forma profissional, alguns pontos são mandatórios:

  • Destinar verba específica dentro dos custos fixos para investimento em redes sociais;

  • Produção diária de Stories e publicações semanais no feed do Instagram;

  • Planejamento e patrocínio de conteúdos no feed e nos Stories;

  • Contratação de um gestor de redes sociais que vá além das postagens e domine estratégia, orçamento e anúncios;

  • Programação e investimento em Google Ads e Google Maps;

  • Parcerias estratégicas com influenciadores digitais.

Quem ainda trata redes sociais como algo opcional está, na prática, deixando dinheiro na mesa.

Controlar custos, organizar finanças e usar o marketing digital de forma estratégica não são conceitos teóricos. São decisões práticas, que exigem método, leitura correta dos números e alguém de fora capaz de enxergar o negócio com clareza e sem ruído emocional.

Se este conteúdo fez sentido para você, é porque o seu restaurante tem espaço para evoluir com decisões mais claras e bem estruturadas.

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Por que bares perdem dinheiro?

por Christian Grecco

Imagine um bar cheio, balcão animado, copos a circular sem parar… e mesmo assim o dinheiro a desaparecer no fim do mês. Para muitos donos de bar, o problema não é a falta de clientes, mas o que acontece longe dos olhos, atrás do balcão e dentro do estoque.

Bares perdem dinheiro principalmente por desperdício, falta de controle e ausência de planejamento na gestão das bebidas. Dosagens mal feitas, compras sem critério, estoque desorganizado e a inexistência de padrões transformam pequenas falhas diárias em um prejuízo constante, silencioso e perigoso para a saúde do negócio.

A boa notícia é que esse cenário não é inevitável. Com organização, controle e decisões baseadas em números reais, é possível reduzir perdas, ganhar previsibilidade e aumentar o lucro sem precisar vender mais ou subir preços.

Neste artigo, vou mostrar por que bares perdem dinheiro e quais ajustes práticos ajudam a transformar desperdício em resultado.

Lucro em bares não se perde de uma vez. Ele escorre.

Se o seu bar não é rigorosamente controlado, ele está perdendo dinheiro todos os dias. Não porque sua equipe seja “ruim”. Mas porque bares são ambientes perfeitos para perdas não detectadas.

E aqui está o erro mais comum dos proprietários:
procurar falhas nas pessoas quando o problema está nos sistemas.

A maioria das perdas em bares não é dramática. Ela é sutil, recorrente e racionalizada.

“É só uma bebida grátis.”
“Depois eu registro.”
“Servi um pouco a mais, compenso na próxima.”
“É só uma cerveja.”

Agora multiplique isso por centenas de transações por semana.

De repente, o custo das bebidas sai do controle. E ninguém sabe explicar por quê.

Os controles essenciais de um bar lucrativo

Se você quer ter controle sem precisar vigiar, esses pontos não são opcionais.

1. Sem comprovante, sem bebida. Ponto final.

Pedidos feitos “de memória” são perdas esperando para acontecer.
Se não existe comprovante, Nada é servido. Sem exceções.

2. Bebidas grátis são perdas, a menos que sejam documentadas

Isso precisa ser ensinado de forma clara. Sem rodeios.

Use e cobre:

  • Planilha de cortesia

  • Planilha de derramamento e desperdício

  • Relatório de itens-chave

Regra simples: se não está documentado, não aconteceu.

3. Servir bebida em excesso é mensurável. Pare de chutar.

Marque suas garrafas.
Monitore o consumo ideal versus o consumo real.

O mix de vendas não mente.
As pessoas, às vezes, sim.

Se consumo e vendas não batem, você não tem um mistério.
Você tem matemática.

4. Tranque as bebidas. Conte sem descanso.

O roubo de garrafas inteiras acontece muito mais do que os donos gostam de admitir.

Imprescindível:

  • Armário de bebidas e adega trancados

  • Planilhas de inventário permanente

  • Cervejas armazenadas em packs fechados

  • Contagens semanais de itens-chave

  • Controle de acesso

Ou você controla… ou aceita a perda.

Controles críticos que a maioria dos proprietários ainda ignora

Esses controles não são “desejáveis”. São padrão profissional.

  • Bartenders não devem ter acesso a funções gerenciais
    Quem trabalha no bar não cancela, não dá desconto e não exclui pedidos.

  • Auditorias de caixa durante o turno
    Não apenas no final do expediente.

  • Nunca coloque chaves dentro do caixa do bar. Nunca.

  • Reunião clara com a equipe. Expectativas explícitas. Silêncio, na prática, é permissão.

Conclusão

Grandes operadores não dependem apenas de confiança.
Eles confiam em um protocolo que eu chamo de SMART:

Simples.
Mensuráveis.
Aplicáveis.
Repetíveis.
Treináveis.

Quando os sistemas são claros, pessoas honestas permanecem honestas.
E comportamentos desonestos aparecem rápido.

Se os custos do seu bar parecem “misteriosos”, eles não são. Eles estão descontrolados.

Corrija os sistemas. O lucro aparece sozinho.

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